domingo, 17 de março de 2013

Todas as vezes

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E todas as vezes que olhava pela janela vendo a chuva escorrer, la dentro também escorria, escorria o que sentia, derretendo-se ao som dos pingos e escondendo-se como o sol naqueles dias. Todas as vezes que aquela musica tocava, acabava por tocando-a, e fazendo-a tocar em seus cabelos como ele o fazia. Todas as vezes que o filme passava, recordava, das mãos dadas, do cobertor dividido, da alegria. E no teto, todas as vezes que a luz apagava, as estrelas brilhavam, e ela não se sentia tão sozinha, apesar de estar. Todas as vezes que rabiscava seus desenhos, escrevia seus engenhos e pensava no amor, se sentia vazia. Talvez faltasse alguma razão pra saber que esses nãos valeram à pena, que todas as vezes que a vida a esquecia, na verdade entrava de férias, ia pra Califórnia para trazer milhares de presentes bonitos, embrulhados com laço e fita. Por todas as vezes que não conseguia, ela resolveu esperar, noite e dia, pela sua surpresa, sem agonia.



2 comentários:

  1. Queria escrever com a alma, igual você escreve..

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  2. Só de escrever e transformar o que sentes em palavras já escreves com a alma. ^^

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