sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Resenha: Um Filme Belga Que Você Precisa Ver!

Didier e Elise ♥
Vai ser difícil falar desse filme sem dar spoilers, vou tentar ao máximo, pois spoilers nesse caso podem estragar a experiência de assisti-lo. Começando que eu não vi trailer antes de assistir, apenas percebi que um amigo colocou uma foto do longa de capa do facebook e foi quando me interessei, li um pouco e baixei.

Título: Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown)
Direção: Felix van Groeningen
Ano: 2012
Duração: 111 Minutos
Classificação: 16 Anos

Dê o play!

Alabama Monroe, ou The Broken Circle Breakdown, é um filme dilacerante, apaixonante e devastador. Primeiramente o filme me chamou atenção pelo seu estilo rústico, depois, li muito pouco sobre e vi que o filme fora indicado ao Oscar como melhor filme estrangeiro e pensei: "puts, quero ver esse filme" e não me arrependi.  O filme é uma adaptação do diretor Felix Van Groeningen de uma peça teatral de Heldenbergh (o próprio ator principal). A história é basicamente sobre um músico, tocador de banjo e membro de uma banda de Bluegrass, estilo de música popular americana, tem raízes na música country e é um dos gêneros musicais mais característicos do sul dos Estados Unidos.

Tattoo ♥
Didier (Heldenbergh), nosso músico, é apaixonado pela América (no caso, Estados Unidos), é um homem com barba e cabelos bagunçados, muito estiloso. Didier se apaixona por Elise (Veerle Baetens), uma linda tatuadora e cantora também. Eles acabam tendo uma forte paixão, forte mesmo, daquelas que a gente quer sentir igual. Essa paixão é tão profunda que acaba gerando uma filha, Maybelle. Eles se casam, reformam o rancho Didier e vivem uma vida comum de casados. Mas essa vida nem sempre é perfeita... e quando tudo está engatilhando, ela nos dá uma rasteira. Como diz o próprio personagem: "A vida não é generosa. Ela leva tudo pra longe de você e ri na sua cara. Ela te trai.” E isso é algo muito realista, algo muito verdadeiro e que na trama nos fere, nos machuca, nos remete às reviravoltas de nossas próprias histórias.




Senti profundamente todas as dores e alegrias dos personagens, me apaixonei pelo Bluegrass, por Alabama e Monroe, por Maybelle, pela vida e pela tristeza que esse filme nos deixa. Por mais desgraçada que a vida é, e o filme demonstra isso, eu me senti apaixonada do início ao fim. É com certeza uma experiência emocional, acredito que qualquer pessoa que tenha um coração não aguenta ver a trama sem derramar uma única lágrima ou sentir um aperto no peito, duvido!


O filme toca n'outro assunto que pode ser polêmico, ele cucuta a religião. Didier é ateu, e isso implica em muita coisa no longa, Elise acredita e tem fé, e é ela que nos mostra o outro lado da moeda: o porque muitas vezes precisarmos de uma religião ou de algo em que acreditar. E percebemos que não há lados nessa história, há pessoas e emoções, turbilhões de sentimentos e a angustiante acidez da vida. Um filme maravilhoso, leve e pesado, belo e triste, para assistir pelo menos uma vez na vida, se apaixonar e sofrer na ficção o embate da vida real.

Nota:


4 comentários:

  1. Oi, Gabi! Eu sempre gosto de filmes que mostram a vida como ela é, e agora preciso dar um jeito de assistir esse daí (não vou procurar trailer também, ok? hahaha). Muito obrigada pela sugestão! Um beijo!
    Sempre às Quatro

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    1. Oi Roberta! Então, por mais que a gente ame fantasia um pouco de realidade é bom né? Nos faz refletir... Isso, assista e me fale o que achou, quero pessoas pra compartilhar e comentar sobre esse filme! Volte sempre Ro!
      Beijos!

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  2. Seu post me deixou muito interessada, mesmo o filme tendo cara daqueles que vai me fazer chorar um balde...
    Vou procurar para assistir.

    Beijos!
    Vestindo o Tédio

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    1. Amiga, sem querer te desanimar, mas esse filme faz chorar muito (amo sofrer)!!! Mas mesmo assim, assista! Espero que goste, beijos! <3

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